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Em Defesa de um Cabelo – Parte I

Indo direto ao cerne da questão: o que um novelista pretende, dadas as tendências sensacionalistas das telenovelas brasileiras (aka globais), ao convidar uma jovem de longos e divinos cabelos naturalmente ruivos para dar vida a uma personagem que terá câncer? Estarrecer é a única palavra que me vem à mente.

Há algumas semanas, um dos debates mais fervorosos da mídia era se a atriz Marina Ruy Barbosa, de 18 anos, iria ou não se desfazer de seu lindo cabelo em nome de sua personagem em “Amor à Vida”. Eu, que adorava a novela até o capítulo 10, ainda traumatizada com a cena dantesca de “Laços de Família”, parei de assistir. Não tenho estômago para essas palhaçadas. E explico porque chamo de palhaçada: Na vida real, quantas são as mulheres com câncer que se expõe sem cabelo com cabeça descoberta? A maioria das que não fica tão debilitada provavelmente usará perucas ou lenços, a depender de possibilidades e preferências. Logo, o mais realista seria se fizessem o mesmo que foi feito em “Ti Ti Ti” (2010) com a personagem da atriz Giulia Gam. Em tratamento contra câncer de mama, passou parte da novela aparecendo de lenço.

Felizmente, o autor, supostamente devido aos apelos do público, desistiu da ideia. Ainda assim, são muitas as perguntas que passeiam por essa minha mente inquieta. Por que nunca o personagem com câncer é do estereótipo homem-gordo-meia-idade-meio-calvo? Por que essa necessidade de SEMPRE apelar para jovens do sexo feminino nesses papéis (lembremos que na vida real feios  bonitos são acometidos por doenças)? Por que sempe querer mostrar o corte de cabelo? O que faz com que isso seja medida de competência desta ou daquela atriz?

Enfim, tenho muuito a escrever a fim de demonstrar minhas ideias quanto a tudo isso, de modo que aqui se inicia uma série de posts. Nesta, continuarei a argumetar, SEMPRE, em defesados cabelos…

xoxo

Thaís Gualberto

PS: Não deixem de comentar minhas unhas no “Totalmente Exagerada” da minha querida Simone!

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