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A Vida da Gente

Não foi preciso muito mais que cinco minutos para que eu me desse conta de que esta seria uma grande novela. Na verdade não foi preciso muito mais que algumas propagandas, que algumas imagens. Em uma época em que quase todas as emissoras apelam para vulgares reality shows, por que razão iria eu imaginar uma história como a de “A Vida da Gente” sendo produzida e transmitida pela Rede Globo?

Desde o primeiro instante a proposta cativou-me. Uma história sobre mães, sobre irmãs, sobre filhas, sobre famílias. Uma história na qual o amor era a palavra subentendida em cada frase, em cada olhar, em cada sutil gesto. A jovem tenista de promissora carreira que se descobre apaixonado pelo filho do padrasto justo no momento em que seus pais se divorciam e convertem-se em inimigos praticamente mortais e o posterior e aparentemente irreversível estado de coma da protagonista. Um melodrama simples e clássico, porém original e extremamente bem elaborado. O tipo de enredo que me encanta, mas, em geral, encontro apenas nas produções hispânicas, muito mais comprometidas com discutir as questões da família e dos valores que as brasileiras.

A possessividade de Eva (Ana Beatriz Nogueira); as obsessões de Vitória (Gisele Fróes); o núcleo dos idosos e seus animadíssimos bailes; o desapego de Jonas (Paulo Betti) em relação aos filhos; o encontro de Alice (Sthefany Britto) com seu pai biológico; a imaturidade de Nanda (Maria Eduarda); as inseguranças de Lourenço (Leonardo Medeiros); os conselhos maternais de Iná (Nicette Bruno); o amor de Ana (Fernanda Vasconcelos) e Rodrigo (Rafael Cardoso), o amor de Manuela (Marjorie Estiano) e Rodrigo; o amor de Ana e Lúcio (Thiago Lacerda *-*); o amor de todos pela pequena Júlia, em torno de quem se desenrolava a trama. Entre tantos conflitos, é até difícil destacar melhores momentos, cenas inesquecíveis.

"How can I do to make it right?"

Decerto o instante em que Rodrigo declara-se a Manuela é uma cena que jamais esquecerei (inclusive associei-o à música “How Did I Fall in Love with You”, dos Backstreet Boys), tal como a sucessão de cenas que narrou-nos a progressiva recuperação de Ana até o instante em que ela começou a falar bem e a locomover-se com muletas ou como o momento final, no qual Ana e Rodrigo trocaram cartas reconhecendo que a paixão adolescente não era o que realmente os completava (Assistir a cena aqui!) . Isso para não citar a cena de amor no rio, ainda no primeiro capítulo da trama. Todas cenas que me tocaram profundamente e nitidamente comoveram-me, levando-me às lágrimas.

Obviamente, não gostei de tudo. O fim do casamento de Manu e Rodrigo deixou-me arrasada; ficava mal quando Iná e Laudelino (Stenio Garcia) brigavam, odiei cada uma das vezes em que Ana terminou com Lúcio pela paixão que eu considerava um mero capricho, uma simples inconsequência de quem parou no tempo e não percebeu que a adolescência já havia terminado. Aliás, no último mês e meio da novela, Ana parecia-me quase tão intragável quanto a insuportabilíssima Eva (que também me fez rir muito com suas psicoses e histerias). Aliás para quem acha que a novela foi perda de tempo “porque Ana não ficou com seu amor verdadeiro que era o Rodrigo”, talvez seja hora de analisar mais racionalmente os fatos… A maior lição dessa novela é que o amor construído vale muito mais que a paixão fulminante, que é passageira e dilacera os espíritos, pois é o amor construído que dá segurança. E Ana construiu amor com Lúcio, tal como Rodrigo realmente amava Manuela. E para os que pensam que Manuela foi uma “traíra”, independentemente do coma de Ana, as vidas ao redor tinham de seguir… Inclusive para o bem de Ana, sobretudo pelo bem de Júlia, que aliás, sempre foi instruída por Rodrigo e Manuela a também ver Ana como mãe. Além disso, as pessoas não mudam do dia para noite, mas sim conforme sucedem-se situações adversas ou positivas na vida, as pessoas indecisas, as pessoas temem, têm defeitos e cometem erros.

Enfim, que belíssima história! Os méritos de “A Vida da Gente” foram muitos. Uma direção impecável de Jayme Monjardim, na qual a sensibilidade dos personagens e expectadores era levada ao máximo. O texto emocional, cuidadoso e apaixonante da autora estreante em novela Lícia Manzo. A importância atribuída aos valores, à família, ao amor verdadeiros, às amizades sinceras, às emoções. Não apelou ao grotesco, à fútil exibição de corpos, à linguagem vulgar , à banalização do sexo, à violência. Apresentou-nos (e presenteou-nos) com lindas imagens do Sul do Brasil, em vez de ceder ao habitual eixo Rio-São Paulo. Foi sutil ao abordar temas delicados. Tratou a vida simplesmente como ela é: com indas, vindas, amores, desentendimentos, reconciliações, reflexões, impulsos. Emocionou-me e tocou-me como não acontecia desde que assisti a mexicana “La Madrastra” (o drama maternal mais intenso e apaixonante de todos os tempos).

“A Vida da Gente” sim foi uma boa novela, um exemplo a ser seguido pelos demais autores. A melhor novela brasileira que já vi, uma novela quase tão especial para mim como a insuperável LM (citada acima). Vai deixar saudades… Muitíssimas saudades… (sobretudo do Thiago Lacerda, pelo menos enquanto ele não integrar o elenco de outra novela *-*). Texto impecável, direção divina e elenco fantástico.

E que venham outras histórias como essa, que valorizou o que há de mais importante: a FAMÍLIA.

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Emily Giffin – “Questões do Coração”

Projeto 12!

Nestas férias, em particular, li bem menos do que gostaria e estou acostumada. Isso porque dediquei-me a reler o primeiro e o segundo volumes da série que escrevo. Logo na primeira semana de meu merecido descanso, lá estava eu lendo o livro que pelo título conquistou-me, o best-seller norte-americano “Questões do Coração”.

Sobre o livro:

 

Título Original: Heart of the Matter

Editora no Brasil: Editora Novo Conceito

Ano de publicação: 2011

Preço: R$ 19.90 na Livraria Saraiva

A história, que a princípio poderia soar demasiado corriqueira, mostra-se original devido ao inusitado recurso ao qual apela à escritora: narrar sob ponto de vistas alternados das protagonistas. Tessa Russo é narradora personagem de sua história, sendo mãe de um casal e esposa de um renomado cirurgião pediátrico (Nick Russo), abandonou sua carreira para se concentrar em sua família, na busca pela felicidade doméstica. Já Valerie Anderson conta com um narrador observador onisciente (que não é Tessa) para contar a parte que lhe cabe: é advogada e mãe solteira de um garotinho de seis anos (o encantador Charlie) que não conheceu o pai. Querendo evitar decepções, Valerie desistiu do amor e até mesmo das amizades, acreditando que é sempre mais seguro não criar expectativas. Moradoras da mesma área de Boston, elas têm pouco em comum além do incondicional amor por seus filhos. Ao menos até a noite em que um trágico acidente faz suas vidas se cruzarem.

Ponto Forte:

Como outros tantos que aqui apresentei, “Questões do Coração” é, acima de tudo, um livro sobre a família, sobre o quão importante esta é e em todas as dimensões disso. É uma história sobre amor, frustrações, perdão que cativa a todos que valorizam a verossimilhança e os sentimentos sinceros. Destaco ainda o fato de a narrativa dar-se sob ponto de vista alternados e a riqueza de detalhes na descrição dos sentimentos.

Ponto Fraco:

Várias vezes a tradução é lamentável sendo a mais chocante no trecho em que o irmão gêmeo gay de Valerie, Jason, apelida o Dr. Russo de Dr. “Bofe Escândalo”, termo este difundido no Brasil pelos personagens da novela “Caras e Bocas”, de Walcyr Carrasco.  Outra coisa que me desagradou foi a falta de descrições das protagonistas ao longo da história. Sou totalmente descricionista e para mim acaba sendo uma heresia não descrever personagens femininas detalhadamente. Fiquei um pouco mais satisfeita quando cheguei ao antepenúltimo capítulo e elas foram descritas, o que me indicou que a ausência de caracterização foi um efeito conscientemente escolhido pela autora.

Nota:

9.3

Já leram? Ficaram com vontade?

xoxo

@thais_gualberto

Amigas…

“Não fazendo nenhum ruído, María Elena cautelosamente girou a maçaneta. A porta estava destrancada e, devagar, empurrou-a. Sentada e muito concentrada, lá estava Cristina, com os óculos diante os olhos verde azulados, a blusa lilás impecavelmente abotoada até o penúltimo botão e o cabelo farto e loiro emoldurando-lhe o rosto com perfeição. Minha amiga sempre bela, responsável e competente…

_ Não acha que está trabalhando demais, Cristina? – irrompeu María Elena.

Os olhos de Cristina levantaram-se imediatamente. A nova cor do cabelo de María Elena provocou-lhe um espanto inicial, mas não tardou em levantar-se e correr até a amiga.

_ María Elena! – gritou contente. – Um tanto quanto moderno, surpreendente e pouco conservador o tom vermelho de seu cabelo, porém ainda assim elegante e sofisticado…Acho que adorei! – comentou, sincera e sorridente. – O contraste com seus olhos é perfeito!

_ Exatamente o que acho… Luis Enrique pareceu um pouco assustado… – contou, entre risos.

_ Está na cidade há quanto tempo? – quis saber Cristina, incrivelmente empolgada.

_ Acabei de chegar! – respondeu a advogada, com enorme naturalidade. – E você, há quanto voltou do Japão?

_ Quase três semanas… Tive de antecipar minha vinda, graças a alguns estorvos que mantemos na empresa… – explicou, em sádico tom, retornando para seu habitual lugar. – Felipe e Miguel chegaram ontem… E aconteceram tantas coisas nesses dias… Foram realmente bastante intensos… A propósito, Eduardo perguntou-me sobre você…

Como presumira, Eduardo deve estar ansioso por explicações… Um enigmático sorriso surgiu no rosto de María Elena.

_ O que acha de almoçarmos juntas e termos uma partida de tênis no sábado, pela manhã? – sugeriu a ruiva.

_ Ótimo e completamente adorável! Assim terei tempo suficiente para contar o quão agitadas foram as últimas horas e também para saber como foi passar um desagradável mês no litoral… – expôs Cristina, rindo.

_ Acho que acabei de cometer uma loucura!

A exclamação veemente chamou a atenção de María Elena, que se virou para trás. Até então, Victoria não percebera que Cristina não estava sozinha. Surpreenderam-se duplamente.

_ María Elena?

_ Victoria? Desde quando conhece Cristina?

_ Eu que pergunto desde quando ela te conhece, María Elena… – disse Cristina, estranhamente confusa.

_ E vocês? Há quanto se conhecem? – perguntou Victoria, aparvalhada.

As três entreolharam-se atordoadas. Mesmo sem nenhuma resposta, estava claro que todas já se conheciam. Havia bastante tempo e eram bastante próximas. […] Inegavelmente estavam contentes com a descoberta. […] Sorriram e deixaram suas respectivas posições, encontrando-se em um coletivo abraço.”

(Trecho de Centelha, de Thaís Gualberto)

É difícil dizer que alguém é de fato seu amigo. É difícil dizer quando se pode ou não confiar, quando os interesses não são o afeto mas sim outros. Ainda assim, o coração reconhece os verdadeiros amigos, as dificuldades os selecionam, a razão os explicita. E tal como o verdadeiro amor, a verdadeira amizade perdoa, reconhece e não enxerga limites de tempo ou distância. E que assim sempre seja com meus verdadeiros amigos. E que com minhas melhores amigas seja sempre como as melhores amigas de minha ficção, como as melhores amigas que eu sonhei, porque eu posso dizer que tenho amigas tão boas amigas como essas três acima.

Feliz dia do amigo, amigos!

xoxo

@thais_gualberto

Queen Victoria

Para mim o recente Casamento Real na Monarquia Britânica significou bem mais que o ar de conto de fadas, a análise do vestido/maquiagem/cabelo da noiva ou de convidados e as implicações deste (obviamente também me interessei por tudo isso. – risos). Como outros eventos de tal porte, este me empolgou quanto à cultura britânica, propriamente dita, e à História desse povo, o que incluiu a Real Genealogia Britânica, que contém figuras fantásticas para se analisar, inclusive femininas…

Em Londres, em 24 de maio de 1819, nascia, com o nome de Alexandrina Victoria, a que eu considero a mais veemente rainha da História Ocidental: A Rainha Victoria da Grã Bretanha.

Coroação da Rainha Victoria

Não digo isso apenas pelo reinado, iniciado em 1837, quando Victoria tinha apenas 18 anos, que foi talvez aquele em que a Inglaterra tenha vivido seu período mais áureo, glorioso (econômica e culturalmente falando), mas sim porque vejo-a como uma das mais impressionantes figuras femininas de destaque mundial com que já me deparei. Em uma época em que apenas homens tinham direito ao voto, que mulheres eram apenas objetos de ostentação (para poderosos homens) e reprodução, Victoria foi rainha, e uma rainha bastante influente para os padrões britânicos, cujo regime de Monarquia Constitucional (parlamentarista) reduz bastante o poder Real, uma rainha influente para o mundo. Mais que isso, Victoria recuperou valores morais, dos bons costumes e da família ao viver, como figura central do país, uma linda e, algo triste, história de amor com o Príncipe Albert, seu marido. E é esse lado, digamos, família e mulher apaixonada, que trago hoje (post quase no estilo do romance que escrevo)…

Victoria era muito romântica e, à primeira vista, apaixonou-se pelo Príncipe Albert de Saxe-Coburg and Gotha, seu primo pelo lado materno. Em seu diário (transcrito postumamente a pedido desta por sua filha mais nova, a Princesa Beatrice), a então princesa fez belos e emocionados relatos.

Tradução livre:
“Albert é extremamente belo… Seu cabelo é praticamente da mesma cor que o meu; seus olhos são grandes e azuis, e ele tem um belo nariz e uma boca muito delicada com estreitos dentes; mas o charme de seu semblante é sua expressão, que é a mais encantadora…” “[Albert] is extremely handsome; his hair is about the same colour as mine; his eyes are large and blue, and he has a beautiful nose and a very sweet mouth with fine teeth; but the charm of his countenance is his expression, which is most delightful.” ♥

Apesar do evidente amor pelo primo, Victoria, aos 17, não se sentia preparada para o casamento. Em 1939, Albert fez sua segunda visita à prima, já possuidora do título de Rainha do Reino Unido, e era nítido e mútuo o que sentiam um pelo outro. Em 15 de outubro de 1939, ELA propôs a ele que se casassem. Exatamente isso: no século XIX, uma mulher e Rainha da Inglaterra, pediu seu futuro marido em casamento, e não o contrário (girl Power!). Em 20 de fevereiro de 1840, eles se casaram na Capela Real do Palácio de St. James, em Londres. Victoria encantou-se! Ironicamente, passou a noite após o casamento deitada, com uma forte dor de cabeça, mas completamente extasiada.

Tradução Livre:
EU NUNCA, NUNCA passei uma noite como essa!!! Meu mais que querido queridíssimo querido Albert… Seu amor e afeto excessivos encheram-me de sentimentos de amor e felicidades celestiais. Eu nunca esperei sentir isso antes! Ele me apanhou em seus braços e nos beijamos e outra e outra vez! Sua beleza, sua doçura e delicadeza – como posso ser eternamente grata por ter um marido com este! Por ser chamada por nomes ternos que eu nunca havia escutado dizerem para mim – era uma felicidade além do acreditável! Oh! Esse foi o dia mais feliz de minha vida!” “I NEVER, NEVER spent such an evening!!! MY DEAREST DEAREST DEAR Albert … his excessive love & affection gave me feelings of heavenly love & happiness I never could have hoped to have felt before! He clasped me in his arms, & we kissed each other again & again! His beauty, his sweetness & gentleness – really how can I ever be thankful enough to have such a Husband! … to be called by names of tenderness, I have never yet heard used to me before – was bliss beyond belief! Oh! This was the happiest day of my life!”

Poucos meses depois, nasceu a primogênita do casal, também chamada Victoria. Relatos apontam que a Rainha odiava estar grávida, que se aborrecia por ter de amamentar e que achava recém-nascidos feios como rãs. Ainda assim, seu amor com o Príncipe Albert ainda lhes rendeu 8 herdeiros mais: Albert Edward (mais tarde rei Edward VII), Alice, Alfred, Helena, Louise, Arthur, Leopold e Beatrice.

Queen Victoria's family in 1846 by Franz Xaver Winterhalter esquerda-direita: Príncipes Alfred eAlbert Edward; a Rainha e o Príncipe Albert; Princesas Alice, Helena e Victoria

Infelizmente o que poderia parecer um conto de fadas terminou em apenas 21 anos de casamento. O Príncipe Albert faleceu em decorrência de febre tifóide e Victoria afastou-se da vida pública e apenas trajou preto até o final da vida, apesar da precoce viuvez, aos 42 anos. Confesso que fiquei bastante emocionada com o trecho a seguir… Emociono-me facilmente com as questões do amor…

Tradução Livre:
… ser mutilada no auge da vida – privada de nossa genuína felicidade, de nossa tranqüila vida familiar, que sozinha permitiu-me sustentar minha tão desgostosa posição, mutilada aos quarenta e dois – quando eu esperava com uma instintiva certeza que Deus jamais nos separaria e nos deixaria envelhecer juntos… – isso é tão horrível, tão cruel!“… to be cut off in the prime of life – to see our pure happy, quiet domestic life, which alone enabled me to bear my much disliked position, cut off at forty-two – when I had hoped with such instinctive certainty that God never would part us, and would let us grow old together … – is too awful, too cruel!”

Rumores sobre paixões após a viuvez existem, incluindo uma espécie de mordomo inglês e um criado indiano, mas isso pouco importa; nada se compararia ao amor que por Albert sentia. Em 22 de janeiro de 1901, Victoria deixou-nos, finalizando o mais longo reinado da Monarquia Britânica: 63 anos e alguns meses (pouco falta para que a Rainha Elizabeth II, sua trineta, a supere) Seus filhos e netos faziam parte das diferentes famílias reais européias e a maioria dos atuais monarcas são seus descendentes.

Curiosidades:

  • Comecei a escrever meu romance beem antes de me interessar pela Família Real Britânica e, quando comecei a ler sobre esta, descobri que vários de meus personagens (quase todos) tem nomes de membros dessa. Exemplo: Victoria, a protagonista, e Eduardo, o protagonista… (Os pais da rainha chamavam-se Victoria e Edward).
  • Victoria e Albert costumavam vestir os filhos em casa com roupas da classe média e seus quartos na casa de campo tinham pouco aquecimento, além de deixarem-nos brincar com filhos de camponeses quando iam para o campo, tudo isso a fim de que se sentissem mais próximos dos súditos.
  • A Rainha tinha como desejo que sua filhas casassem por amor, mas que este estivesse em alguma Monarquia Europeia.

Por amar intensamente, reinar por um longo período de destaque para Inglaterra, por ser mulher e ter-se imposto ao mundo antes mesmo que tivéssemos direito ao voto, deixo expressa aqui minha enorme admiração pela Rainha Victoria.

Espero que tenham lido esse longo post até o fim… Seria impossível falar de Queen Victoria em poucas linhas… Para ler trechos do diário da Rainha, acessar o link abaixo para o site oficial da Família Real.

“God bless the Queen”

Fontes:
Wikipédia
The British Monarchy (official)

xoxo
http://politicadesaltos.blogspot.com
@thaisdramaqueen

Ao Topo, como Mulheres

“Fluente em sete línguas, doutora. Cristina tinha méritos que poucos alcançavam. Era invejada. Sua capacidade de fazer bons negócios era surpreendente. Apesar do alto cargo que ocupava, era feminina, dona de uma estonteante e distinta beleza. Impunha-se e obtinha o êxito”. Fala-se muito a cerca do crescimento da participação da mulher na sociedade ao longo do século XX; de conquistas como a pílula anticoncepcional, o direito ao divórcio, a possibilidade de ocupar cargos que antes eram prerrogativa apenas dos homens; entretanto pouco se analisa as conseqüências negativas para todas.

Um dos principais ônus proporcionados pela dita revolução feminista refere-se à maternidade. Ao assumir um posto elevado em uma grande empresa, a mulher, em geral, sente-se comprometida consigo própria a mantê-lo e não se afastar dele. Assim, adia ao máximo momento de ter um filho e até mesmo de se casar ou desiste de ambos em nome da carreira escolhida, fato este acompanhado pelo receio de não conseguir conciliar a vida profissional e as responsabilidades na qual implica formar uma família.

Pensamentos como “Com quem deixar a criança?”, “Não vou ter tempo para educar um filho” ou “Preciso dedicar-me ao meu trabalho independentemente do resto.” parecem constantes entre as profissionais de alto nível de qualificação. Perder aquilo que com tanto esforço fora conquistado devido a uma gravidez pode soar grotesco, no entanto é cabível considerando-se que homens não recebem licença maternidade de quatro meses (a licença paternidade é de apenas uma semana) e dificilmente faltarão ao trabalho por estar com um filho doente. Ainda hoje, mulheres são significativamente menos contratadas que homens para cargos de grande responsabilidade e recebem menores salários que aqueles.

Outro aspecto que aparentemente resultou da expressiva inserção feminina no mercado de trabalho é a masculinização das mulheres. E isso começa nas escolas, que, em sua maioria, impedem meninas de usarem sandálias ou sapatos de salto e as obrigam a usar calças jeans. Conforme se passam os anos, torna-se mais rara a visão de uma mulher que se expresse plenamente como tal ocupando a altos cargos. Cabelos longos, saias, vestidos, cores vivas no vestuário e na maquiagem são vistos comumente como indicador de vulgaridade ou futilidade.

Assim, a suposta praticidade da vida masculina incorpora-se ao cotidiano feminino. Cabelos curtos não exigem tanto tempo ou dinheiro, bem como unhas longas despendem mais esmalte e horas no salão e usar saias é mais custoso que vestir calças, visto que é preciso estar em dia com a depilação das pernas e/ou usar meias-calças, que desfiam com facilidade.  Equivocadamente, muitos acreditam que a competência é algo inversamente proporcional ao comprimento do cabelo, das unhas e a cor do batom; uma vez que ter vaidade é facilmente confundido com não possuir conteúdo.

Contudo, que sentido há em conquistar espaço e não poder se mostrar como mulher e feminina? As vagas podem estar disponíveis, mas avanço algum representam se para isso a mulher tiver de deixar de lado o que é próprio do ser mulher. O machismo continua a existir, todavia muito mais velado que no passado. Trabalhar em meio a muitos homens não significa ter de aceitar o sexo feminino sob a condição de que elas sejam como eles. Igualar-se a eles para se manter no topo é reconhecer que eles são superiores. Portanto, a vitória sobre o preconceito apenas se concluirá no dia em que as mulheres imporem-se plenamente como tais aos homens.

(Thaís Gualberto)

No Dia Internacional da Mulher, lembre-se que todos os dias são nossos contatnto que sejamos sempre aquilo que de fato somos: mulheres!

Ame-se, lute por seus sonhos, seja feminina. Seja, simplesmente, uma mulher…

Excelente dia para todas nós!

Thaís

 

Talento revelado

Domingo passado, enquanto escrevia para o blog, fui chamada por minha mãe para assitir o que passava no “Domingão do Faustão”, Rede Globo. Não costumo assisti-lo, mas minha mãe foi sábia ao me chamar.

Junto a Alexandre Borges, quem interpreta o estilista Jacques Leclair na novela Ti-Ti-Ti, Faustão apresentou a história de Adilson dos Santos. Pedreiro, casado e pai de quatro filhos, Adilson aprendeu a costurar com a mãe ainda na infância e provou-se capaz de copiar e criar  vestido e quaisquer outras peças com enorme habilidade e perfeição. Um talento natural, ofuscado pelas poucas oportunidades que teve na vida, foi revelado no Brasil quando desfilaram os modelos do pedreiro, que diz ter ensinado a esposa e os filhos a costurar e bordar.

E quando vi, pensei: Moda é talento, moda é dom! Quem é bom, não precisa estudar para ser estilista! Na verdade, parece-me não fazer sentido em estudar moda que não aperfeiçoar habilidades já existentes… Mais ainda, tem de haver nesse país alguém que patrocine talentos como esses! Não é justo que alguém tão competente como costureiro quanto o Sr. Adilson permaneçam no ostracismo e sustentando a família como pedreiro enquanto pessoas ricas, muitas vezes sem vocação, inserem-se no mercado da moda pelo simples fato de terem podido estudar em Paris etc e terem oportunidade de bancar, digamos, um sonho vazio…

Sabe, isso me revolta…

MODA É PARA QUEM TEM TALENTO, NÃO PARA QUEM SIMPLESMENTE PODE BANCAR…

Não sou contra estudar moda, apenas acho que se não há talento, vocação, o estudo, como em outras carreiras, não ajudará.

Gostaria de ter postado o vídeo, mas não o encontrei, infelizmente. Espero que esse senhor tenha sucesso daqui para a frente!

XOXO

Thaís

Aos professores queridos…

15 de outubro, dia dos professores. Um dia especial para uma das classes profissionais mais dignas de exaltação e que, apesar disso, padece em um país como Brasil, no qual a educação fica cada dia pior, os alunos tornam-se mais agressivos e o reconhecimento dos mestres é cada vez menor.

15 de outubro, dia dos professores. Um dia para lembrarmos de que nada seríamos sem eles, seja qual for a nossa área. Um dia para lembrarmos que devemos respeitá-los e idolatrar aos que lecionam com competência e por vocação.

15 de outubro, dia dos professores. Um dia para que os que exercem a profissão sem amá-la repensem suas vidas; ensinar é muito importante e para fazê-lo é preciso ter amor à causa. Um dia para que os que a exercem apenas “porque não tinham nada melhor para fazerem da vida” pensem em desistir, pois pode estar prejudicando quem quer aprender.

15 de outubro, dia dos professores. Um dia para os governantes desse país se envergonharem diante a miséria que pagam aos professores e que faz com que cada dia menos pessoas se interessem pela área. Um dia para o governo envergonhar-se com precariedade de um ensino calcado em cotas, progressões continuadas, ENEMs e não em qualidade, para que aí então tenhamos mão-de-obra qualificada e capaz de melhorar de posição social por seus próprios méritos.

15 de outubro, dia dos professores. Um dia para dirigentes de escolas particulares envergonharem-se por aprovar alunos incapazes devido o simples fato de que um aluno reprovado deixa aquela escola, que terá uma mensalidade a menos. Um dia para esses diretores enxergarem o mal que estão fazendo à sociedade ao mandar energúmenos de classe média, classe média alta e elite para o mercado de trabalho, para a política.

15 de outubro, dia dos professores. Um dia para alunos se envergonharem por colarem em provas achando que estão enrolando os professores. Um dia para alguns alunos se envergonharem do quanto maltratam seus mestres. Um dia para alunos refletirem que é o único culpado por uma nota baixa, não seu professor.

15 de outubro, dia dos professores. Um dia para pensarmos: o que seria de nós sem vocês?

 

Eu amei muitos de meus professores, idolatrei alguns, odiei uns poucos e ignorei outros. Ainda assim, reconheço em cada dia da minha vida a importância deles para o que sou agora. Dia do professor é todos os dias. Muito obrigada por tudo a todos os que pude e posso chamar de melhores… Devo muito a todos vocês, que são uma parte muito, muito importante da minha vida…

Parabéns a todos os professores!

 

Dedicado especialmente a:

Educação infantil, C.A. e Ensino Fundamental:

Tia Rita, Conceição, Valesca, Elaine, Cláudia S. (3 vezes), Marilene, Rosangela M (2 anos), Dalca (4 anos), Sandro (4 anos), Conceição M. (3 anos e meio), Neid (2 anos), Jane, Tânia, Arlen (1 ano e meio), Hérika, Luciene.

Ensino Médio:

Alberto, Tereza, Mauricio (2 anos), Silvana, Max, Rosangela B, Simone, María Elisa (2 anos), Márcia, Luiz José (Joca), Ricardo (Neném), Luiz Cláudio, Vera, Nilza (Nilzinha – 2 anos) Adriana H., Carla, Karla, Valéria, Bebeto, Gilberto, Arthur, Altair, Pedro, Jorge, João Baptista, Antonio Carlos (Tonico), Aderbal, Eduardo (Mancha), Andréa, Norma, Marquinho, Fernanda.

Graduação:

Marcela (2 períodos – se Deus quiser, 3), Claudia C. (se Deus quiser, 2 períodos), Maria Lilia, Monica, Assumpção (2 períodos), Gustavo, Cristiane, Solange.

Cursos:

Daniel, Renata, Christian

 

As orientadoras pedagógicas Ângela (1º e 2º anos) e Leila (3º), aos assistentes de série Vito (1º e 2º anos) e Cláudio (3º) – Ensino Médio.

 

PS: Essa não é uma ordem de preferência. Tenho boas lembranças de todos os citados e também admiração por eles.

Panis et Circencis

Madrugada de sábado. Eu deveria estar no melhor (ou pior) dos sonhos, entretanto estava acordada. Vontade própria? Não, sou do tipo que se deita às 23:00 (no máximo) e acorda às 6:00. O que seria então?

Em ano eleitoral, nada mais típico que comícios… Diga-se, malditos, infernais comícios… Começam às 22:00 e que horas terminam? Bem,às 8:00 da manhã… Isso com música… Música muuuito alta e do pior tipo possível (entenda-se pagode e funk). Isso mesmo… A máxima deploração de minha sacrossanta noite de sono…

Pergunto-me: Qual a utilidade de tais eventos? Comprar votos do modo mais estúpido possível? Não deixar que cidadaos dignos como eu tenham uma noite tranquila e saudável de sono? Independente da motivação, parece-me um tanto quanto aviltante este tipo de evento; mais que isso, desnecessário. Votos devem ser conquistados por boas propostas, por uma biografia limpa e etica e tambem por um bom nível intelectual dos candidatos, não pela quantidade de cerveja e churrasco de sebo e musica que oferecem. Estou farta de não conseguir dormir nas madrugadas de sábado para domingo, pior, agora também de sexta para sábado e domingo para segunda, já que quanto mais outubro se aproxima, maior o desespero de nossos, em geral patéticos, candidatos. EU QUERO DORMIR EM PAZ E SILENCIO!!!!!

E vocês, diletos leitores, passam por isso onde moram? São obrigados a suportar tamanho sacrilégio?

De todo jeito, que mais podemos esperar de um povo, como o brasileiro, que não apoiar badernas ou o bom e velho panis et circensis? Dignidade decerto que não, infelizmente…

PS: Acentos e cedilhas estao faltando porque o teclado do PC da faculdade que estou usando esta cconfigurado de modo errado… Conserto esse sabado…

Atualizando: Acho que consegui consertar todos… Com exceção dos no PS

#foradilma

Sexta-feira 13

13 de agosto de 2010. É, só agora percebo que é uma sexta-feira treze… Só isso pode explicar o ocorrido [rs]

Entrei no ônibus que me leva a minha dileta faculdade por volta das 9:20 (as sextas minhas aulas começam às 11:00). Como de costume, iria estudar um pouco de Macroeconomia no Blanchard (poderia ser Microeconomia no Mankiw). Abri a bolsa para apanhar minha lapiseira-marca texto de estimação e emergência e… CADÊ O MEU ESTOOOJO?????

Não preciso dizer que fiquei totalmente em pânico e consternada… O que sou sem minha Stabilos? Sem meu retroprojetor ponta fina? Sem minhas metálicas Uniball?? Bem, acho que não muita coisa… Como vou copiar a matéria de aula seguindo minha rigorosa organização por cores, a qual respeita a ordem do arco-íris + uma cor qualquer para a acaneta secundária e uma bic cristal preta???? Estou-me sentindo náufraga, desolada. Quiçá, aviltada… (por mim mesma).

Agora resta conseguir alguma Stabilo (ou similar) e uma caneta preta ponta fina para que o meu dia de aula não seja completamente inútil. É, sei que isso é fútil, mas não dá para copiar tudo em uma só cor…

Começo a acreditar que sextas 13 realmente não são muito boas… Sobretudo as de agosto…

Daddy, I love you! Daddy, I need you!

Pode soar um tanto quanto piegas, mas eu não podia deixar de fazer minha menção ao dia dos pais…

Ok, todos são iguais, assim como as mães, só muda o endereço…

Têm zilhões de defeitos como ignorar leis da física (querem ocupar o mesmo lugar que outro corpo ao mesmo tempo), gostar muito de futebol (se flamenguista, só piora), serem chatos às vezes ( e quem não o é em algum momento), deixar você falando sozinho (típico de homens) e ainda assim, não há como não adorá-los…


Os pais também tem qualidades… Protegem, defendem, brigam por você; escutam músicas internacionais antigas que são muito melhores que as atuais (o famoso “gosto de pai”); ajudam você a alcançar seus sonhos (ao menos o meu); esforçam-se para faze-lo feliz, preocupam-se e te amam…

Claro que não poderia de falar sobre as contradições, inevitáveis para qualquer ser como: eu organizada, meu pai bagunceiro; eu conservadora, meu pai “largadão”; eu calma, meu pai estressado; eu estressada, meu pai calmo…

Enfim, amo meu pai e acredito que, apesar dos pequenos problemas de cada dia, a maioria de nós tem bons motivos para amar nossos pais…

Ser pai é dar exemplo, é ser herói, é ensinar, é aprender, é amar.

Feliz dia dos Pais!

Top 5:  Músicas sobre “Pai”

Ainda que algumas destas não exaltem a figura paterna, fazem menção a ela e denotam o quão importante um pai pode ser em nossa vida. PS: Alguns não são os vídeos originais, mas as músicas estão com tradução (exceto a última, a qual deixo a tradução ao fim do post). A última, é a minha homenagem ao meu e a outros pais…

05. Kelly Clarkson – Because of You


04. Christina Aguilera – Hurt


03. Simple Plan – Perfect


02. Fábio Jr. – Pai


01. Laura Pausini – Viaggio Con Te (Viajo com você)

Nos acordava com um beijo e depois
Ia pra cama enquanto nós
Corríamos à escola que
que você dizia que ensinava a viver
Mas a vida ensinou  a você
A cada dia um pouco mais
Com seus olhos apaixonados
De duas filhas loucas como nós
O que eu não daria
Para que o tempo nunca lhe envelhecesse

Aprendi a cantar junto com você
Nas tardes de verão nos cafés
Aprendi a ter coragem
E dividi a estrada (o caminho) e a alegria
A sua força e a sua melancolia
Em casa instante, cada miragem

Pelas festas você não estava mais
mamãe abria os pacotes junto a nós
O trabalho te levava embora
A sua solidão era minha
O que eu não faria
Para te devolver o tempo perdido

Aprendi a amar como você
A vida está clareando tudo para mim
Aprendi a ter coragem
E entendi a tímida loucura
Do seu ser único porque
Você é a meta da minha viagem
Para mim
É assim sempre demais
Pareço com você nos teus sorrisos
E nas lágrimas
Aprendi a sua coragem
E aprendi a amar e acreditar
Na vida clareando tudo para mim
E eu dividi esta viagem com você
Eu com você
Aprendi a minha coragem
Me acordo de novo nesta casa
Penso em quando você ia embora
E agora também o que eu não faria
Para te devolver o tempo perdido
#teamopai