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Oh Mother

“Ainda não era nove horas da manhã e, embora se sentisse um tanto quanto solitária ficando sozinha em seu quarto, Victoria sentia-se melhor ali. Talvez se eu ficar aqui entre as refeições, Patrícia sinta-se à vontade o suficiente para ao menos sair do quarto e levar sua vida… Diante a penteadeira, um longo suspiro. Ajeitou o arco verde-maçã no cabelo e a blusa de mesmo tom que usava para dentro de uma saia bege à altura um pouco acima dos joelhos com botões frontais e aproximou-se da porta que dava para a varanda. Abriu-a e, ao ver parte do jardim, sorriu. Perdi tanto dos meus filhos… Deviam correr por tudo isso e brincar com as flores, com a grama… Será que ainda posso ser mãe deles sem nada disso ter acompanhado?

Seus olhos encheram-se de lágrimas e viu-se obrigada a respirar fundo para conte-las. Não devo pensar no que não foi, tenho de me concentrar no que será e no que virá… Suspirou e sentou-se na varanda, abrindo um livro. Não conseguiu prosseguir com a leitura; batiam a sua porta. O que terá acontecido para que Alice me procure? Já decidimos o que será servido no almoço… Preocupada, pôs de lado o livro e retornou ao quarto. Ao abrir a porta, silêncio. Nenhuma palavra, olhares emocionados e um forte e demorado abraço. Mãe e filha enfim se aproximavam.”

(Trecho de “Primavera” – por Thaís Gualberto)

Mãe que é mãe, mesmo quando, por obra do destino, distante, não esquece jamais seus filhos. Mãe que é mãe é sempre a melhor do mundo na opinião de seus filhos. Mãe que é mãe tem defeitos, mas qualidades muito mais veementes que estes.

Estou um pouco atrasada, mas nunca é tarde para dizer:

mãe, eu te amo!

trilha sonora: “I Turn to You” – Christina Aguilera

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Quinze Anos coletivo

Tal como no Brasil, a chegada do 15º ano é aguardada com fervor, pelas jovens, no México. Muito mais intensamente que aqui, na nação hispânica a festa de 15 anos (Quinceañera) é uma tradição importantíssima, sendo esta uma das celebrações mais importantes do país (ainda que individualmente).

Para os mexicanos (acredito que aqui no Brasil esses valores quanto a “debutar” são beeem menos nítidos), a  comemoração, que representa um rito de passagem da infância para a vida adulta e apresentação da jovem à sociedade como apta ao matrimônio, é também uma demonstração da honra da família e padrinhos da debutante e tem origem em ritos de passagem maias e astecas e também em bailes da elite colonial (chapetones y criollos), inspirados em bailes europeus (sobretudo franceses e austríacos).

Tamanha a relevância da celebração, o Instituto de la Juventud de Districto Federal promove, anualmente, um baile comunitário de debutantes. Este ano a festa aconteceu no dia 30 de abril (não consegui informações que indiquem ou contradigam que esta é uma data fixa), na Cidade do México. 407 debutantes pouco abastadas participaram do eventos, realizando aquele que certamente representava um de seus maiores sonhos, sendo elas, inclusive, apadrinhadas por funcionário do governo do DF. 

Independentemente de intenções políticas em promover o evento e de como o dinheiro nisso investido poderia ter sido investido em áreas como educação e/ou saúde, acho muuito válida a atitude. É bonito ver garotas com poucas oportunidades realizarem um sonho que entre seu povo tem enorme importância, principalmente se considerarmos que mesmo as família mais pobres esforçam-se homericamente (incluindo ajuda da vizinhança) para proporcionarem um “dia de princesa” (aqui isso soa meio esquisito, não?) às filhas. Ainda que não pareça, esse é um ato de inclusão.

Para quem entende espanhol, aqui o depoimento de uma jovem participante do projeto este ano.

Fontes:

Learn NC

El Universal DF 

Instituto de la Juventud de Districto Federal

xoxo

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@thaisdramaqueen

Malhando o Judas!

Primeiro, linda Páscoa a todos!

Uma das tradições mais peculiares da Semana Santa é o “Malhar o Judas”.  No Sábado de Aleluia, um antes da páscoa, é conhecido também como o dia de Malhação de Judas. Nessa data diversas comunidades queimam um boneco do tamanho real de uma pessoa, para simbolizar a morte de Judas Iscariotes. A tradição que não é cristã está perdendo as forças. Cada país realiza a tradição de um modo, alguns queimam os boneco em frente a cemitérios ou perto de igrejas. No Brasil é comum enfeitar o boneco com máscaras ou placas com o nome de políticos (ex-presidente e atual presidente valem? Ministro da desEducação vale?), técnicos de futebol, impostos, ou mesmo personalidades não tão bem aceitas pelo povo. Algumas cidades fazem da Malhação de Judas uma atração turística, como a cidade paulista de Itu. Famosa por seus objetos de tamanhos avantajados, os moradores da cidade aumentam o tamanho do boneco a cada ano, mas com um diferencial, no lugar de atearem fogo, é usando até mesmo dinamite, costuma-se chamar o Estouro de Juda.

Mesmo quem não faz a brincadeira (eu não faço) teria alguém para malhar, afinal por mais legais ou benevolentes que sejamos, teremos sempre algum desafeto… Aproveitando-me da data e do blog, malharei aqui meu Judas, mas em tom de desabafo que de chacota.

Judas muuito caído, mas enfim…

Trata-se de uma pessoa com quem infelizmente convivo quase que diariamente, a qual tratarei por QIGG (explicação: a pessoa se acha muito inteligente). QIGG é um sujeito de quase quarenta anos que estuda comigo (nenhum preconceito com pessoas mais velhas na graduação, OK) com quem basicamente tenho problemas desde o primeiro período. E digo infantilidades provocadas por ele, como questionar-me a respeito de notas e depois “jogar” na minha cara o um décimo a mais que ele teve na mesma matéria ou como o CR ficou 0.14 acima do meu no 1º período (pessoa medíocre, não?).

Então no 2º período fiquei entre os 10 melhores CRs de Economia e a coisa inegavelmente piorou. Piadas sobre minhas canetas coloridas, sobre meus desenhos. Há cerca de 3 semanas, tivemos em uma aula de Matemática III o clímax da coisa na seguinte fala (dele): “Você precisa entender que a sala não é só sua. Todos pagam. Aliás, você nem paga né? Você é bolsista”, isso com toda a maldade do mundo.

E sim, sou bolsista, e daí? Sou bolsista porque fiquei bem classificada no vestibular, porque sempre fui competente e tenho um histórico muito favorável. E mesmo que tivesse uma bolsa pelo ProUni, eu estaria entre os melhores que pelo ENEM habilitaram-se, não? Ter uma bolsa de estudos, para mim, é motivo de orgulho!

Enfim, outras tantas situações já ocorreram, mas essa foi a mais veemente e por isso essa pessoa é o meu Judas. A que chamo de Chockis é uma oooutra coisa que não gosto, mas ela não vem ao caso…

Todos para quem conto isso, dizem: “Mas que cara babaca!” E vocês, o que acham? Vocês têm um Judas a quem malhar?

Só para descontrair, deixo-lhe “Judas” – Kelly Clarkson:

xoxo

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@thaisdramaqueen

Fontes:

Wikipedia

Portal Clicatribuna

Uma outra cultura

Olá!! Como vão??

Hoje, 2 de novembro, é dia de finados, um dia para pensarmos em nossos entes queridos que já se foram. Muitos são os que aproveitam esse feriado para visitar túmulos de amigos e familiares, efeitando-os e rezando pelos que partiram.

No México, contudo, o dia dos mortos não se resume a isso, é uma grande  celebração de origem indígena, que honra os defuntos. Começa no dia 1 de novembro e coincide com as tradições católicas do Dia dos Fiéis Defuntos e Dia de Todos os Santos. Além do México, também é celebrada em outros países da América Central e em algumas regiões dos EUA, onde a população mexicana é grande, tendo sido declarada pela Unesco como Patrimônio da Humanidade.

As origens da celebração no México são anteriores à chegada dos espanhóis. Há relatos que os astecas, maias, purépechas, náuatles e totonacas praticavam este culto. Os rituais que celebram a vida dos ancestrais se realizavam nestas civilizações pelo menos há três mil anos. Na era pré-hispânica era comum a prática de conservar os crânios como troféus, e mostrá-los durante os rituais que celebravam a morte e o renascimento.

Paradoxalmente, esta é uma das festas mexicanas mais animadas, pois, segundo a crença, os mortos vêm visitar seus parentes. Ela é festejada com comida, bolos, festa, música e doces preferidos dos mortos. Os favoritos das crianças são as caveirinhas de açúcar.

A familiaridade com que o mexicano trata a morte não o isenta de temê-la, mas o ajuda a conviver e sobreviver a esse medo. Desde cedo as crianças devoram avidamente as caveirinhas feitas de açúcar, bala de goma, chocolate ou amaranto, pães dos mortos e todo tipo de guloseimas servido a um fausto banquete de vivos e mortos. Assim, acostumam-se ao contato com uma morte brincalhona e companheira, personificada em bonecos-caveiras de papel machê.

Em termos ritualísticos, “comer a morte” pode representar a continuidade da vida, como se do ventre da morte pudéssemos ver nascer a vida. Daí se explicam costumes como o de os noivos, depois do casamento, irem ao cemitério onde estão enterrados seus parentes para tirar fotografias. Com isso, não apenas apresentam o novo companheiro a seus mortos, mas também compartilham com eles o momento feliz. Vem também daí o hábito de fotografar crianças abraçadas a caveiras jocosas ou o costume de algumas pessoas do interior, na hora da despedida, dizerem: “Se eu não lhe ver, que você tenha uma boa morte.”

Em relação aos símbolos da festa, destacam-se as caveirinhas de açúcar, o pan de muerto e oferendas feitas no altar preparado para o morto, no qual são colocadas fotos do falecido e imagens religiosas.


Eu acho interessante e super válida a forma como comemoram. Afinal, nada como nos lembrar dos bons momentos que vivemos ao lado de nossos queridos e daquelas coisas que os faziam felizes. Dia de Finados no México é um dia de celebração da vida, da alegria de viver…

Beijinhos e até a próxima!

PS: Tenho um carinho especial pelo México e seu povo, então aproveitei data para mencioná-los um pouquinho… ^^

Fontes:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Dia_dos_Mortos

http://www.terra.com.br/revistaplaneta/mat_398.htm