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Cecelia Ahern – A Vez da Minha Vida

Postar via celular definitivamente não é tão interessante como postar via web. Rs. Costumava fazer isso sob o título Projeto 12, mas dada a falta de recursos tecnológicos, farei de maneira bem mais simplória.

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Em “A Vez da Minha Vida”, de Cecelia Ahern (autora de PS: Eu te Amo), conhecemos a Lucy Silchester, uma moça à beira do trigésimo aniversário cujas escolhas que fez e histórias que contou não são o que parecem, quando ao voltar do trabalho ela se depara com um envelope de ouro. Dentro dele, um importante convite: um encontro com vida, com sua própria vida.

Cuidado: a partir de aqui pode haver e spoilers
Do início ao fim da história, Vida é um mistério completo. Para mim, em particular, é bem irracional e mesmo bizarro imaginar uma empresa que oferece um serviço como o de Vida. Aliás, Vida pode às vezes ser assustador e de fato essa foi uma parte do enredo que tentei abstrair como sendo uma espécie de metáfora ou mesmo de licença poética – não é natural imaginar que um desconhecido saiba/consiga saber tanto sobre a sua vida como você mesmo.

Apesar da intromissão, Vida é incrível e sua relação com Lucy, mais que reservar grandes surpresas, nos leva a muitos risos. De maneira divertida e leve, Ahern nos conduz pela conturbada saga de Lucy, acompanhada por Vida, para consertar todas as mentiras e apuros decorrentes da pequena e aparentemente inofensiva mentira que ela contou três anos antes.

Uma relação conturbada com um pai, uma obsessão por não ficar até o fim, um rompimento, colegas de trabalho com apelidos peculiares (e ótimos!), um gato hermafrodita e personagens de grande coração; todos elementos que fazem de “A Vez da Minha Vida” muito mais que uma mera comédia, mas uma análise profunda de uma vida que em muitos momentos nos leva a refletir a respeito de nossa própria vida.

“Você não tem de ir a Katmandu para encontrar a paz interior, sabe, alguns de nós a conseguem aqui mesmo, na cidade. Em um banho de espuma. Com um livro ou com uma taça de vinho.”

“Você é incapaz de encontrar alguém porque está presa ao passado, então isso é um problema.”

“Aquilo saiu do nada, um comentário aleatório, e fingi não saber do que ele estava falando. Mas eu sabia”.

Nota: 9.00
Editora: Novo Conceito
Preço: R$24.90-29.90 (na maioria das grandes livrarias)

PS: Eu realmente adoraria um filme baseado nesse livro! *-*

Thais Gualberto.

Jojo Moyes – “A Última Carta de Amor”

Posso dizer com tranquilidade que esta foi a leitura mais rápida que fiz nos últimos dois anos. Quatro dias! Uma vergonha comparada aos tempos de Ensino Médio nos quais eu lia 300 páginas em 6 horas; uma glória para os tempos de graduação+ dores da trapezolgia+ dores provocadas pela DTM (disfunção temporomandibular) – todos fatores que retardam e atrapalham qualquer leitura. E foi uma leitura lindíssima!

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Autor: Jojo Moyes

Título original: “The Last Letter from Your Lover”

Editora: Intrínseca

Preço: R$ 29,90 (Livraria Saraiva)

Sinopse:

“Londres, 1960. Ao acordar em um hospital após um acidente de carro, Jennifer
Stirling não consegue se lembrar de nada. De volta à casa com o marido, ela
tenta, em vão, recuperar a memória de sua antiga vida. Por mais que todos à sua
volta pareçam atenciosos e amáveis, Jennifer falta alguma coisa. É então que ela
descobre uma série de cartas de amor escondidas, endereçadas a ela e assinadas
apenas por “B”, e percebe que não só estava vivendo um romance fora do casamento
como também parecia disposta a arriscar tudo para ficar com seu amante. Quatro
décadas depois, a jornalista Ellie Haworth encontra uma dessas cartas
endereçadas a Jennifer durante uma pesquisa nos arquivos do jornal em que
trabalhava. Obcecada com a ideia de reunir os protagonistas desse amor proibido
— em parte porque ela mesma está envolvida com um homem casado —, Ellie começa a
procurar “B”, sem desconfiar que, ao fazer isso, talvez encontre uma solução
para os problemas do seu próprio relacionamento.”

CUIDADO! A partir daqui há SPOILERS!

Minhas impressões: Não julgue esse livro pelo título! “A última carta de amor” a princípio pode parecer uma história água com açúcar, bobinha, mas não é nada disso! Ao menos para os que amam bons romances românticos, não é! A história é intrincada, bem e belissimamente construída. Jennifer Stirling e Anthony O’Hare são personagens grandiosos e sua complicada e comovente história de amor é contada de maneira extremamente coerente. Mais que isso, as indas e vindas do casal são tão intensas que é difícil que o leitor cogite corretamente o que irá acontecer. O desenrolar do livro é surpreendente. Ademais, é bastante interessante e acredito que também realista a maneira como a autora expõe a questão do que era ser uma mulher da classe alta na década de 1960.

Ponto fraco: Ellie Haworth poderia ser mais… A história dela por ela mesma é pouco empolgante e não me prendeu! Também gostaria que a espirituosa Yvone Moncrieff tivesse maior participação… E, sinceramente, choquei quando ela se comportou como a média das mulheres da época…

Ponto forte: Os altos e baixos de Jennifer Stirling & Boot, a maneira como Ellie Haworth altera o aparente destino da história de amor principal, o encontro de Ellie e Jessica, as descrições – tanto físicas como psicológicas. Um livro lindo, rico em sentimentos e muito bem estruturado. Tradução muito bem feita! Emocionante e inspirador! Desfecho LINDO!!

Nota: 9.5

xoxo

@thais_gualberto

“Desculpa Se Te Chamo de Amor” – Federico Moccia

Depois de taaaanto tempo sem postar (obrigada férias sem internet, obrigada aulas), aqui estou eu, um pouquinho atrasada com o nosso “Projeto 12” e ainda mais com essa sinopse, já que terminei este livro no comecinho de julho… Enfim, eis aqui!

Sobre o livro: Originalmente nomeado “Scusa Mai Ti Chiamo Amore”, o romance tem uma dinâmica de escrita que considero um tanto quanto distinta da qual em geral estamos acostumados a encontrar nos norte-americanos e britânicos, mas ainda assim envolvente à medida que avançamos as páginas. Risos, emoção, comoção, medo, surpresas; todos elementos bastante explorados por Moccia em sua musical e poética escrita em prosa. Sinopse aqui! Ah, existe ainda o filme baseado na história (poster aqui) e a sequencia desta, entitulada “Desculpa, Quero Me Casar Contigo”, que ainda não li e também tem um filme.

Pontos Positivos: A riqueza de detalhes nas descrições e a beleza das metáforas utilizadas por Federico Moccia, sobretudo nas cenas mais intensamente românticas, que embora muitas vezes explícitas, são muito mais eróticas que pornográficas. Além disso, agrada-me a sutiliza com a qual é abordado o amor entre pessoas de idades tão discrepantes, pois mesmo para quem não tem fé nesse tipo de amor, é impossível não torcer por Alessandro e Nikki. Destaque para o personagem Andrea Soldini, que se revela importante e interessante. Cabe lembrar também as excelentes citações musicais, pois são poucos os livros que fazem menções tão explicitas a cantores, discos, canções… Gosto muito desse recurso, que é quase como dar uma trilha sonora à história… E fiquei muito feliz quando foi citada “Gli Ostaccoli del Cuore”, da cantora Elisa, que eu já conhecia antes da leitura, e também quando mencionaram as canções de Laura Pausini, que eu amo.

Pontos Negativos: O excesso de personagens pouco explorados ao longo do romance, mas que possuem uma história própria, como Mauro e Paola, e que pouquíssimo tem a ver com a história. Isso confunde o leitor, tal como a introdução de pensamentos/falas dos personagens nos trechos do narrador sem qualquer alteração na formatação, como o uso do itálico, por exemplo. Também tenho a impressão de que a tradução não favoreceu o texto.

Nota: 8.5

E vocês? Já leram, pretendem ler ou não fazem a mínima questão?

xoxo

@thais_gualberto

Rosamunde Pilcher – “O Carrossel”

Depois de muuuito tempo, enfim volto a postar!

Não, ainda não estou com internet em casa, mas as aulas voltaram (voltaram antes do Carnaval, eu fui às aulas, mas não tive tempo de postar – sorry =x), então fica mais fácil escrever e postar ao menos semanalmente…

E aqui volto eu com uma de minhas sessões favoritas do blog! O Projeto 12!

E esse dia 28, trago-lhe “O Carrossel”, da inglesa Rosamunde Pilcher.

Sorry pela foto de celular! 😦

Quando li: Entre 6 e 10 de fevereiro (leitura de ônibus rs)

Editora: Saraiva

Preço:R$ 19.90 em uma edição vira-vira conjunta com “Dia de Tempestade”, também da autora em questão.

Sobre a autora: Rosamunde Pilcher nasceu em 1924 na Cornualha, Inglaterra. Aos 25 anos publicou seu primeiro livro sob o pseudônimo de “Jane Fraser”, assinando com o nome verdadeiro apenas a partir de 1955. Aos 63 anos tornou-se reconhecida mundialmente com a publicação dos best-seller“Os Catadores de Conchas”. Talentosa romancista e contista, suas histórias costumam tratar das complexas relações familiares, sempre ambientadas nas mais belas paisagens da Grã-Bretanha, tendo sido seus livros publicados em mais de trinta países.

Sobre o livro: Publicado em 1982, o livro conta a história de Prue Shackleton, uma jovem inteligente, independente e com alma de artista. Prue recebe um inesperado convite: sua tia Phoebe acidentou-se e precisa de ajuda. Diante da premência do chamado, ela parte imediatamente para Holly Cottage, na Cornualha, onde Phoebe reside. Deixa para trás o jovem Nigel, com quem está comprometida e prestes a fazer um casamento formal. Viaja feliz, pensando em como será agradável acompanhar a tia excêntrica e querida e também poder rever as praias, pintar marinhas e explorar os arredores do chalé, em pleno verão. Nem desconfia de que se apaixonará por Daniel, um talentoso pintor, amigo de Phoebe. Entretanto, o novo amor de Prue guarda um segredo, que a jovem não desistirá de desvendar.

Pontos Positivos: Assim como no primeiro livro que li da autora, “Sob o Signo de Gêmeos” (lido em 2007), as descrições dos ambientes são fantásticas. Paisagens e cômodos tornam-se tão nítidos como uma fotografia quando descritos por Rosamunde Pilcher. Além disso, atrai-me o modo como questões familiares são mostradas e discutidas, todas de modo muito cauteloso, sensível e realista, porém culminando no fato de que a família é o mais importante para um indivíduo. Gosto também do fato de que a narrativa é bastante dinâmica, não havendo parágrafos ou trechos inúteis ao discorrer do enredo.

Ponto Negativo: As descrições dos personagens principais soam algo vagas para uma aficionada por descrição de pessoas (como eu), tanto no que tange ao físico como ao psicológico. Além disso, parece-me que o desfecho é um tanto quanto apressado, na medida em que os fatos desenrolam-se com uma agilidade muito superior ao desejável, ao menos em minha opinião.

Nota:8.5

Conhecem o livro ou a autora? Ficaram com vontade de ler? Opinem!

Beijos e abraços!

@thais_gualberto

 

Emily Giffin – “Questões do Coração”

Projeto 12!

Nestas férias, em particular, li bem menos do que gostaria e estou acostumada. Isso porque dediquei-me a reler o primeiro e o segundo volumes da série que escrevo. Logo na primeira semana de meu merecido descanso, lá estava eu lendo o livro que pelo título conquistou-me, o best-seller norte-americano “Questões do Coração”.

Sobre o livro:

 

Título Original: Heart of the Matter

Editora no Brasil: Editora Novo Conceito

Ano de publicação: 2011

Preço: R$ 19.90 na Livraria Saraiva

A história, que a princípio poderia soar demasiado corriqueira, mostra-se original devido ao inusitado recurso ao qual apela à escritora: narrar sob ponto de vistas alternados das protagonistas. Tessa Russo é narradora personagem de sua história, sendo mãe de um casal e esposa de um renomado cirurgião pediátrico (Nick Russo), abandonou sua carreira para se concentrar em sua família, na busca pela felicidade doméstica. Já Valerie Anderson conta com um narrador observador onisciente (que não é Tessa) para contar a parte que lhe cabe: é advogada e mãe solteira de um garotinho de seis anos (o encantador Charlie) que não conheceu o pai. Querendo evitar decepções, Valerie desistiu do amor e até mesmo das amizades, acreditando que é sempre mais seguro não criar expectativas. Moradoras da mesma área de Boston, elas têm pouco em comum além do incondicional amor por seus filhos. Ao menos até a noite em que um trágico acidente faz suas vidas se cruzarem.

Ponto Forte:

Como outros tantos que aqui apresentei, “Questões do Coração” é, acima de tudo, um livro sobre a família, sobre o quão importante esta é e em todas as dimensões disso. É uma história sobre amor, frustrações, perdão que cativa a todos que valorizam a verossimilhança e os sentimentos sinceros. Destaco ainda o fato de a narrativa dar-se sob ponto de vista alternados e a riqueza de detalhes na descrição dos sentimentos.

Ponto Fraco:

Várias vezes a tradução é lamentável sendo a mais chocante no trecho em que o irmão gêmeo gay de Valerie, Jason, apelida o Dr. Russo de Dr. “Bofe Escândalo”, termo este difundido no Brasil pelos personagens da novela “Caras e Bocas”, de Walcyr Carrasco.  Outra coisa que me desagradou foi a falta de descrições das protagonistas ao longo da história. Sou totalmente descricionista e para mim acaba sendo uma heresia não descrever personagens femininas detalhadamente. Fiquei um pouco mais satisfeita quando cheguei ao antepenúltimo capítulo e elas foram descritas, o que me indicou que a ausência de caracterização foi um efeito conscientemente escolhido pela autora.

Nota:

9.3

Já leram? Ficaram com vontade?

xoxo

@thais_gualberto

Danielle Steel – O Casamento

Eu sei, estou suuuuper atrasada com minha postagem para o Projeto 12, mas não foi intencional… Não consigo de jeito nenhum carregar a página do administrador da minha conta no computador de casa, entãaao, ficou para hoje…

“O Casamento” de Danielle Steel foi o livro que li na última semana de férias de verão, mais precisamente na primeira semana de fevereiro. Confesso que foi minha primeira experiência com a mundialmente best seller Danielle Steel e foi bastante gratificante, pois, tal como adoro, ela escreve sobre a família, sobre o quanto esta é importante, sobre o que de fato é importante. Assim, recomendo que leiamos também outras das mais de 60 obras já publicadas da autora. Enfim, vamos a “O Casamento”

Autora: Danielle Steel

Editora: Record

Preço: 9.99 nas Lojas Americanas

Sinopse:

Simon, um produtor de cinema, e Blaire, uma roteirista de TV, desafiam os clichês de Hollywood ao permanecerem casados e felizes por mais de duas décadas, com três filhos bem-sucedidos e realizados. Mas uma decisão de Allegra, a mais velha do trio, acaba por afetar a vida de todos. Advogada de astros do cinema, ela dedica-se exclusivamente à sua carreira, sem tempo para a vida pessoal, até que resolve se casar. Os preparativos para a cerimônia trazem à tona o melhor e o pior de todos os envolvidos. À medida que os casais da família se vêem diante de promessas quebradas e novas esperanças, emerge o real significado do casamento de Allegra. Com um irresistível retrato de pessoas reais em um mundo irreal, Danielle Steel usa o universo cinematográfico como cenário para revelar os sonhos, os temores e as expectativas de uma cerimônia que nos une e todos, e transforma para sempre a vida de homens, mulheres e famílias de verdade… o casamento.

Ponto Fraco:

Uma das situações vitais para o desenrolar a história é apresentada de maneira muito vaga e aleatória, de modo que a cena fica com menos intensidade, significado do que seria recomendável. Também fico um pouco irritada quando as personagens ficam tempo demais de calça jeans e blusa branca… Monótono demais para quem gosta de descrições elaboradas. Ah, não gosto da Carmen, odeio personagens fracos…

Ponto Forte:

O exaltar dos valores da família e do verdadeiro amor. E isso, para mim ao menos, é o que mais me cativa em uma obra ficcional, pois o que as pessoas mais precisam atualmente é dar-se conta de que nada é mais importante que isso…

Nota: 9.0

Volto com o Projeto 12 no dia 31! ^^

xoxo

@thaisdramaqueen

Helen Fielding – “Bridget Jones no Limite da Razão”

31 de maio, dia do Projeto 12!

Li esse livro no finalzinho do ano passado e, como seu primeiro volume, proporcionou-me deliciosos momentos de riso e descontração. Falo de nossa ilustríssima e imperfeita Bridget Jones, em sua segunda aventura.

Autor: Fielding, Helen

Editora: Record

Preço: R$ 37,60 (Lojas Americanas)

Sinopse:

No final do livro anterior, a personagem Bridget varou a noite em soluços até o raiar do sol com o homem de seus sonhos, Mark Darcy. Agora ela descobre o que acontece quanto se tem, de fato, o homem dos sonhos em casa – com todos os defeitos que cada homem tem. Atolada num pantanal de teorias dos livros de auto-ajuda e em maus conselhos de suas melhores amigas sobre parceiros; enfrentando uma ex-colega ladra de namorados; um buraco de dois metros e meio na parede da sua sala; uma mãe obcecada com descascadores de ovos cozidos e outros problemas, Bridget mergulha numa epifania espiritual, que a leva das filas de capuccino de Notting Hill, na Inglaterra, para as praias cheias de palmeiras e cogumelos mágicos da Tailândia.

Com esse livro, a inglesa Helen Fielding mostrou ao mundo que nossa querida Bridget ainda tem muito a compartilhar conosco sobres suas desventuras e pavores e ilusões, que não nos cansamos de acompanhar a nossa querida Bridget.

Tal como o primeiro volume, este também foi adaptado para o cinema, sendo estrelado por Renée ? (Bridget), Colin Firth (Mr. Darcy) e Hugh Grant (Daniel Cleever)

Ponto fraco: Não é exatamente um ponto fraco, mas uma parte mais chatinha da história… Não simpatizo muito com o pedreiro que faz o enorme buraco na parede de Bridget… Considero como uma parte um tanto quanto desnecessária da história…

Ponto forte: O livro inteiro é maravilhoso, e muito melhor que o filme, a propósito. Particularmente, adoro o momento Madonna de Bridget na Tailândia, a entrevista que ela faz com Colin Firth e também a obsessão dela por dormir no apartamento do Sr. Darcy, o que leva, obviamente, a um grandissíssimo mal entendido

Nota: 10.0

E vocês, já leram Bridget? O que acharam? Não deixem de contar!

xoxo

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@thaisdramaqueen

Jay Asher – “Os 13 Porquês”

 

Último dia do mês, dia de Projeto 12!

O livro que trago hoje li há quase um ano, mas por ser muito bom, trago-lhes a indicação. Uma história sem nenhum mistério que é contada de forma a se tornar um instigante mistério (oi, paradoxo!) sobre um tema atual e polêmico: a decisão pelo suicídio.

Autor: Asher, Jay

Editora: Ática

Preço: 27.00

Primeiro romance de Jay Asher, que teve a idéia de escrevê-lo enquanto visitava um museu e escutava os comentários gravados sobre as obras em um áudio-guia,  “Os 13 Porquês” é um livro que hipnotiza, que te faz querer avançar rapidamente as linhas e conhecer o desfecho.

Como seu evidente protagonista, o adolescente Clay Jensen, que recebe um pacote com 7 fitas cassete, nas quais estão gravados os 13 motivos que a falecida Hannah Baker teve para se retirar da vida, 13 pessoas que fizeram com que ela procurasse tão fatídico fim. Ele era uma das pessoas nas fitas e havia uma regra: Depois de escutar as fitas, passe-as ao nome seguinte ao seu. Tomado por espanto, angústia e muito medo, Clay permanece escutando as gravações madrugada afora. Ele segue as palavras de Hannah pelas silenciosas ruas de suas cidades e o que ele descobre, muda sua vida para sempre…

Ponto forte: A história tem um dinamismo impressionante, além de ser contada de um modo extremamente original, e Jay Asher é brilhante e extremamente honesto ao retratar os dramas de Hannah. Coisas aparentemente normais entre adolescentes que para alguém com a mente fraca provocam um forte abalo e nunca sabemos de fato como uma pessoa irá reagir a algo que fazemos. Hannah apenas se matou, outros tantos eliminam vidas antes de acabar com a própria. Em suma, o livro nos evidencia o quanto é importante pensarmos bem antes dizer/fazer algo com/para outro.

Ponto fraco: A própria Hannah. Eu, particularmente acho que nenhum dos motivos por ela justificam o suicídio. Conversar com a família, procurar ajuda médica são sempre saídas melhores e reconheço que é muito difícil para mim entender como pode um suicídio justificar-se.

Nota: 9.5

PS: Recentemente a Universal adquiriu os direitos da história e Selena Gomez é a mais cotada para dar vida à Hannah Baker.

Interessaram-se?

xoxo

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@thaisdramaqueen

Stieg Larsson – “Os Homens que não amavam as mulheres” – Trilogia Millennium volume I

Fim de mês, mais um livro.

E outro romance policial… ahahah Amooo! Este, eu o li de 23-27 de janeiro. E foi realmente intenso e empolgante, como alguns de vocês devem saber…

Sobre o livro

Autor: Larsson, Stieg

Editora: Companhia das Letras

Preço (Livraria Saraiva): Edição normal – R$ 42.00; Edição simples – R$ 25.20; Kit com os três volumes: R$ 89.90

Sobre a história:
Os homens que não amavam as mulheres é um enigma a portas fechadas – passa-se na circunvizinhança de uma ilha. Em 1966, Harriet Vanger, jovem herdeira de um império industrial, some sem deixar vestígios. No dia de seu desaparecimento, fechara-se o acesso à ilha onde ela e diversos membros de sua extensa família se encontravam. Desde então, a cada ano, Henrik Vanger, o veelho patriarca do clã, recebe uma flor emoldurada – o mesmo presente que Harriet lhe dava, até desaparecer. Ou ser morta. Pois Henrik está convencido de que ela foi assassinada. E que um Vanger a matou.
Quase quarenta anos depois o industrial contrata o jornalista Mikael Blomkvist para conduzir uma investigação particular. Mikael, que acabara de ser condenado por difamação contra o financista Wennerström, preocupa-se com a crise de credibilidade que atinge sua revista, a Millennium. Henrik lhe oferece proteção para a Millennium e provas contra Wennerström, se o jornalista consentir em investigar o assassinato de Harriet. Mikael descobre que suas inquirições não são bem-vindas pela família Vanger. E que muitos querem vê-lo pelas costas. De preferência, morto. Com o auxílio de Lisbeth Salander (a bizarra garota de pouco cabelo e muitos piercings e tatuagens eztremamente astuta), que conta com uma mente infatigável para a busca de dados – de preferência, os mais sórdidos -, ele logo percebe que a trilha de segredos e perversidades do clã industrial recua até muito antes do desaparecimento ou morte de Harriet. E segue até muito depois…. até um momento presente, desconfortavelmente presente.

Como muitos outros livros, este deu origem a um filme de mesmo nome, o qual não assisti (e nem pretendo, é violento).

Ponte forte: Stieg Larsson foi um brilhante autor! Digo mais, foi uma grande perda para a literatura mundial o precoce falecimento dele.  A narrativa foi praticamente toda muitíssimo bem estruturada, o que é possível perceber mesmo na versão traduzida. Além disso, as descrições são bastante precisas (como gosto) e acho brilhante as associações que são feitas  dos crimes com… Bem, não vou dizer com o quê porque não gosto de spoilers, mas que é brilhante é, o tipo de coisa que eu adoraria ter pensado em… Adoooro os detalhes dos crimes, a forma como estes foram construídos. Realmente fantástico. Realmente faltava amor às mulheres…

PS: Tendo a gostar de romances que envolvam clãs… ahahah

Ponto fraco: As últimas 50 páginas, com o desfecho do caso Wennerström. O caso Vanger é genial, mas a outra parte deixou a desejar.

Nota: 9.75

E vocês, já leram? Têm vontade? O que acharam?

xoxo

Thaís

Thaís

 

Laura Levine – Sapatos de Arrasar

Terminado o mês, é hora do post para o Projeto 12.

Dessa vez trago um livro bastante leve, um romance policial super comédia que li em 21 e 22 de janeiro deste ano.

Capa da versão norte-americana

Sobre o livro

Autor: Levine, Laura

Editora: ARX

Categoria: Literatura Estrangeira, Romance

Número de páginas: 239

Preço (Livraria Saraiva): R$ 39.90

Sobre a História

Jaine Austen (o nome é uma malograda tentativa de seus pais de homenagearem a escritora britânica) é uma desajeitada, gulosa e rechoncuda redatora de anúncios baratos, divorciada que vive em um apertado apartamento com sua não menos gulosa gata Prozac. Ao ser convidada para escrever anúncios uma sofisticada loja de roupas em Los Angeles, Jaine, uma vez mais, vê-se envolvida em um assassinato e da pior forma possível: ela encontra o cadáver com o salto de um Jimmy Choo cravado na garganta (#MorrendoEmAltoEstilo).  E acaba usando suas habilidades de detetive amadora para, a pedido da principal suspeita, investigar o caso.  Somado a isso, acompanhamos as deventuras amorosas, gastronômicas, familiares e fashions de Jaine, que nos assegura boas risadas.

Ponto forte: É engraçadíssimo. Simplesmente o romance policial mais bem humorado que já li, Jaine Austen é divertidíssima e adoro os trechos em que troca e-mails com seus pais ou briga com Prozac. Além disso, o final é coerente e bem explicado.

Ponto Fraco: É muito breve e a solução do mistério aparece um tanto quanto “do nada”.

Nota:8.5

Dia 31/03 volto com uma nova resenha!

XOXO