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Chega de cantadas!

Contém trechos de “Mulheres se organizam para combater cantadas de rua”

Que mulher nunca escutou um indecoroso “fiu-fiu” ou um malicioso bom dia vindo de algum desconhecido? Inegavelmente, é chato. Muitas vezes, constrangedor, mesmo que não sejamos tocadas. O simples fato de um estranho olhar-nos com cobiça é aviltante.

Contra esses atos, mulheres em diferentes partes do mundo estão-se reunindo. Uma das iniciativas partiu da britânica Vicky Simister, que fundou o Anti-Street Harassment UK depois de ter sido perseguida nas ruas de Londres por um grupo de homens que se insinuou sexualmente para ela. “As mulheres são aconselhadas a ignorar (as insinuações), e não costumamos falar a respeito. Em consequência, esses homens continuam a fazer isso e a cada vez mais passar dos limites”, disse Simister à repórter Brigitt Hauck, da BBC News.

Já o grupo internacional Hollaback! está estimulando as vítimas das cantadas indesejadas em todo o mundo a relatar suas histórias online e identificar os locais onde elas ocorreram. Algumas até postam fotos dos homens “inconvenientes”. As ativistas alegam que é difícil distinguir quais homens se limitarão aos assobios dos que de fato podem ir além das cantadas e evoluir para a violência sexual. “Isso deriva de uma cultura de gênero baseada na violência”, alega Emily May, a fundadora do Hollaback!. “Para mudá-la, é preciso que as pessoas reajam e digam que o assédio nas ruas não é legal, porque a maioria das pessoas não quer que ele ocorra.”

Para a socióloga Kathrin Zippel, entretanto, professora associada da Universidade Northeastern (EUA) e pesquisadora do tema, as cantadas nas ruas são vistas, em geral, como um comportamento natural dos homens. Estes, por sua vez, usam as cantadas para atestar sua masculinidade e se “provar” perante seus amigos. “Muitas vezes isso não diz respeito às mulheres, e sim a uma dinâmica entre homens”, ela afirma.

Alguns países promoveram iniciativas para tentar combater as insinuações inconvenientes, como Índia, Japão e México, que destacaram vagões de metrô para serem ocupados apenas por mulheres. Críticos, porém, dizem que a medida tem efeitos temporários e insuficientes, pois isso acentuaria as diferenças, de forma que vagões mistos teriam menos mulheres e as que ali estivessem ficariam mais vulneráveis ao assédio.

Holly Kearl, fundadora do site Stop street harassment, acredita que é indispensável a adesão dos homens que também se opõem às cantadas nas ruas. “Precisamos da adesão dos homens. Na nossa sociedade é muito fácil que as mulheres sejam vistas como objetos, então é importante que eles se lembrem de que cada mulher assediada é mãe, irmã ou filha de algum deles, é alguém que merece respeito”, diz Kearl.

Eu apoio movimentos como esse e acho indispensável que haja punições para os homens que assim agem, pois é muito desagradável caminhar e ser abordada apenas por que demonstramos vaidade. Usar batom, salto alto, saias, vestidos não é sinônimo de vulgaridade, muito menos de prostituição, logo é completamente descabido que um homem qualquer sinta-se no direito de dirigir palavras de baixo nível para nós. Enfim, o que não podemos é deixarmos de ser mulheres por causa de tipos como esses.

O que pensam sobre o assunto?

xoxo

http://politicadesaltos.blogspot.com

@thaisdramaqueen

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