Arquivo da categoria: Literatura

Can I Be Your Lover?

“Um entreolhar, um convite. Passam os anos, mantém-se a cumplicidade. Um sorriso e ali estão as faíscas finais. Para o amor, para o etéreo. Mãos nas mãos, uma promessa. Os olhos se aproximam outra vez, os lábios se tocam. Lentamente. Intensamente. Uma delicada voracidade; a comoção profundo. O regozijo, a paixão. E o que palavras jamais descreveriam, os olhares decifravam. Os olhos limpidamente azuis dele, os olhos vividamente verde azulados dela. Ambos refletindo o mesmo sentimento, ambos captando o mesmo sentimento. Amtes de toda uma vida, amantes eternamente. Um amor incondicional, desmedido e ainda assim ponderado. Compreendiam-se, queriam-se, desejavam-se. A contemplação era apenas o começo de tudo; o constante conquistar, o constante cativar – era essa a magia entre eles. E ele não conseguia parar de admirá-la, como se estivesse pedindo uma sutil e silenciosa permissão para amá-la, para desbravá-la. E ela assentiu. Lisonjeada. Fascinada. Apaixonada.”

Leia o texto completo em Can I Be Your Lover?.

 

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Nove Anos

“Precisamente às 15h23min há exatos 9 anos eu escrevia as primeiras palavras de ‪‎Centelha, livro cujas primeiras idéias surgiram em setembro de 2005 quando eu, aos 13 anos, me senti compelida a reescrever uma história pela qual tenho enorme admiração. Obviamente, desde uma perspectiva totalmente diferente, com personagens diferentes e bem mais complexos e realistas, psicologicamente falando. Em pouco tempo, já não era possível ali encontrar muito da história que inicialmente me inspirou; tratava-se de algo integral e originalmente meu.”

Leia o texto completo em Nove Anos

Cecelia Ahern – A Vez da Minha Vida

Postar via celular definitivamente não é tão interessante como postar via web. Rs. Costumava fazer isso sob o título Projeto 12, mas dada a falta de recursos tecnológicos, farei de maneira bem mais simplória.

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Em “A Vez da Minha Vida”, de Cecelia Ahern (autora de PS: Eu te Amo), conhecemos a Lucy Silchester, uma moça à beira do trigésimo aniversário cujas escolhas que fez e histórias que contou não são o que parecem, quando ao voltar do trabalho ela se depara com um envelope de ouro. Dentro dele, um importante convite: um encontro com vida, com sua própria vida.

Cuidado: a partir de aqui pode haver e spoilers
Do início ao fim da história, Vida é um mistério completo. Para mim, em particular, é bem irracional e mesmo bizarro imaginar uma empresa que oferece um serviço como o de Vida. Aliás, Vida pode às vezes ser assustador e de fato essa foi uma parte do enredo que tentei abstrair como sendo uma espécie de metáfora ou mesmo de licença poética – não é natural imaginar que um desconhecido saiba/consiga saber tanto sobre a sua vida como você mesmo.

Apesar da intromissão, Vida é incrível e sua relação com Lucy, mais que reservar grandes surpresas, nos leva a muitos risos. De maneira divertida e leve, Ahern nos conduz pela conturbada saga de Lucy, acompanhada por Vida, para consertar todas as mentiras e apuros decorrentes da pequena e aparentemente inofensiva mentira que ela contou três anos antes.

Uma relação conturbada com um pai, uma obsessão por não ficar até o fim, um rompimento, colegas de trabalho com apelidos peculiares (e ótimos!), um gato hermafrodita e personagens de grande coração; todos elementos que fazem de “A Vez da Minha Vida” muito mais que uma mera comédia, mas uma análise profunda de uma vida que em muitos momentos nos leva a refletir a respeito de nossa própria vida.

“Você não tem de ir a Katmandu para encontrar a paz interior, sabe, alguns de nós a conseguem aqui mesmo, na cidade. Em um banho de espuma. Com um livro ou com uma taça de vinho.”

“Você é incapaz de encontrar alguém porque está presa ao passado, então isso é um problema.”

“Aquilo saiu do nada, um comentário aleatório, e fingi não saber do que ele estava falando. Mas eu sabia”.

Nota: 9.00
Editora: Novo Conceito
Preço: R$24.90-29.90 (na maioria das grandes livrarias)

PS: Eu realmente adoraria um filme baseado nesse livro! *-*

Thais Gualberto.