A arrogância/infantilidade de Lulu Santos

YES, I’M BACK.

E não poderia voltar com tema mais oportuno, que é um dos meus favoritos: música.

Além de ter dedicado os últimos meses à monografia, o pouco tempo livre de que dispunha foi dedicado majoritariamente ao meu novo vício: The Voice season 5. Assisti cada um dos episódios, me empolguei com inúmeras perfomances de altíssimo nível e torci muito por vários candidatos. Tessanne Chin (the winner! *-*) foi uma das que torci por desde o começo da competição. Foi a primeira vez que acompanhei um The Voice US. Ano passado eu acompanhei o The Voice BR e, embora deteste o estilo musical entoado por Ellen Oléria, coloquei-a no meu top 5 da edição  pois ela tem o principal: voz. Diga-se de passagem, com técnica e com um timbre agradável e poderoso. A primeira edição, excetuando-se o fato de Ludmillah “PAH” dos Anjos ter sido semifinalista em lugar de Mira Callado, foi muito boa a meu ver.

Eis que começou a segunda temporada do The Voice BR… #MYGOD Já nos primeiros programas tive vergonha alheia de muita coisa que vi… Até fiquei feliz por perceber que mais candidatos estavam cantando músicas internacionais e sendo aprovados (só me desagradou a péssima pronúncia de alguns em inglês, incluindo o queridinho de muitos, Pedro “Quebra Blindex” Lima – apelido dado pela minha mãe), embora alguns jurados tenham feito a questão de expor um antiamericanismo barato do tipo “quero uma voz que cante em português mimimi” (para mim é uma pobreza de espírito enorme achar que só porque se passa no Brasil tem de cantar em Português e em ritmos típicos do país. A boa voz independe do idioma. Cada um que cante no idioma que quiser, my God!), porém, como um todo, a seleção foi péssima. Tanto comparada com a primeira edição da versão brasileira, como e, principalmente, comparada com a 5ª temporada americana.

A competição avançou e parecia que queriam selecionar os piores. Vozes realmente privilegiadas de candidatos com boa técnica foram prematuramente descartadas, ao passo que muitos esganiçados sobressaíram-se por: 1. Pressão de técnico puxa-saco; 2. Coitadismo (?); 3. Vontade de pseudo-bater-de-frente com os americanos (?); 4. Rostinho bonito (?). Anyway. Como isso é um post sobre especificamente um dos técnicos, não me estenderei mais falando da temporada como um todo.

Nessa edição Lulu Santos deu várias mostras de arrogância/infantilidade. Obviamente que ontem tive o ápice da idiotice dele, mas vamos por partes. Nas audições às cegas, ele e Carlinhos Brown viraram-se para Lucy Alves, porém Lulu disse que queria vê-la cantando sem a sanfona, marca registrada da cantora, que também chegou à final. What the hell ele queria vê-la sem a sanfona? É muito mais difícil fazer uma boa apresentação com sanfona que sem sanfona e, embora, eu não goste do estilo musical dela, ela se saiu muito melhor em todas as etapas que o finalista do próprio Lulu, afinal a voz dela não morre quando tem de cantar em tom mais baixo e ela é afinada.

O segundo momento foi na fase das batalhas… Ele criticou dois participantes do grupo de Claudia Leitte por terem cantado um samba ou pagode (não me lembro ao certo) demonstrando grande habilidade vocal em estender notas e fazer melismas, que segundo o técnico seriam características do R&B americano que não eram bem-vindas em uma música chamada (se não me falha a memória) “Adeus, América”. Nesse caso Carlinhos Brown fez coro a Lulu, enquanto Luiza Possi (assistente de Daniel), María Gadú e Claudia Leitte defenderam (e muito bem) os participantes alegando que eles fizeram o melhor: imprimiram a própria marca à música. WTH, Lulu? Sério que só porque o R&B americano se utiliza mais desses artifícios que isso é uma exclusividade da música americana?

Eis o ápice: no episódio final, enquanto o Tiago Leifert parabenizava o Sam Alves pela vitória, Lulu Santos toma o microfone das mãos do apresentador e grita: “ELES LÁ NÃO SABEM NADA!”, ao que Claudia Leitte aplaude ao colega e dá uns tapinhas no braço dele como quem diz “É isso aí!”.

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Sem brincadeira, nunca tinha visto um episódio tão idiota, ridículo, jardim de infância como esse. Explicando: Sam Alves participou do Blind Auditions da quarta temporada do The Voice US, mas nenhum dos técnicos (Adam Levine, Blake Shelton, Shakira e Usher) virou-se para ele, o que não chega a me surpreender, pois lá a exigência quanto à técnica é infinitamente maior. Então o Sr. Lulu conclui, em enorme demonstração de arrogância e infantilidade, que se ninguém lá virou para ele, mas aqui ele foi campeão, então é porque eles lá não sabem o que é bom… Que pobreza, Lulu… Que pobreza de argumento… Passou pela cabeça do técnico brasileiro que 1. Os candidatos disponíveis lá eram mais competentes? Particularmente considero 19 candidatos do top 20 US season 5 infinitamente melhores que o vencedor daqui. Danielle Bradbery, vencedora da quarta temporada também é tecnicamente infinitamente melhor que o aqui vitorioso. 2. A concorrência lá é maior, visto que fazer sucesso nos EUA é uma porta para o sucesso no mundo? 3. Os técnicos lá argumentam muito melhor tanto quando selecionam um candidato como quando dispensam um candidato? 4. Perder em um programa e vencer em outro não significa absolutamente NADA?

Enfim.

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Sobre Thaís Gualberto

Economista & Escritora // Economist & Writer

Publicado em 28 de dezembro de 2013, em Música e marcado como , , , . Adicione o link aos favoritos. 1 comentário.

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