A importância das papelarias

Como já puderam ver em posts anteriores, adoro papelarias. Desde pequena tenho esse tipo de estabelecimento como um dos mais importantes para minha vida. Basta passar em frente a uma que sou magneticamente atraída, e entro e compro algo fofo/lindinho muito necessário ou não.

A respeito disso, também comentei por aqui que já fui muuuito criticada pelo meu hábito de usar canetas coloridas. É, alguns acham que o fato de estar na graduação faz com que pareça infantil fazer as coisas com capricho e graça, contudo não me importo a mínima com meus “fãs” [rs] A propósito, esses alguns me acham muito infantil e nunca perderam uma oportunidade sequer de alfinetar o meu hábito, como nas aulas de Cálculo I, na qual construíamos muitos gráficos…

Agora, já no segundo período do curso de Economia, parece que se está confirmando a velha máxima: “Meu inimigos? Se não posso com eles, junto-me a eles”. Exatamente… A minha maior crítica veio toda cheia de risinhos para mim na quarta-feira e disse “Parece que você tem razão… Para Macro II é bom ter canetas coloridas, se não os gráficos ficam confusos… Acho que vou comprar umas…” Minha sincera vontade foi chorar de rir, mas restringi-me a responder um sonoro e educado: “Bem, eu sempre soube disso”…

E então, na sexta a criança voltou do almoço com três canetas para combinar com a azul e a preta que tinha: verde, vermelha e roxa. Eu senti falta do rosa, no entanto não me parece ser uma cor adequada a alguém que ri de minhas canetinhas e de minhas folhas rosinhas da Charmmy Kitty… (É, eu não podia esperar muito). Foi logo exibindo-as para mim, como se fossem idênticas as minhas, mas eram uma versão nacional e (bem) menos dipendiosa das Stabilo.

Pior que isso: no período passado ela não usava estojo, achava coisa de criança. Agora comprou um rosa-choque (do tipo: Se rosa funciona para vc, deve funcionar para mim também). Ainda pior: ela usava lápis no período passado (nada contra) e vivia pedindo meu apontador até que um dia eu sugeri que ela comprasse uma lapiseira. Pasme, ela comprou uma lapiseira laranja, tal como a que EU uso, e ainda apareceu com uma “lapiseira” de borracha, da mesma cor!

Com certeza ela quer sentir o gosto de ser moi, mas falta muuuuuuuuuuuuito para isso… Ela ainda tem muito a aprender sobre ser mulher…

O que mais me pergunto sobre isso é: O que leva uma pessoa que vive na cidade grande a demorar 22 anos para descobrir que papelarias existem e sim, são úteis? É, certamente ela não sabia que existia esse tipo de templo das cores e papéis…

XOXO

Thaís

Sobre Thaís Gualberto

Economista & Escritora // Economist & Writer

Publicado em 4 de setembro de 2010, em Comportamento e marcado como , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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