O meu mais profundo desprezo à… Mediocridade Humana!

Imagine a seguinte situação: Seu professor de uma das disciplinas mais importantes para o curso está entregando as provas em sua turma. Entre elas, aparece uma sem nome. Ao indagar a turma sobre quem seria o dono da avaliação escrita em hieróglifos, percebe ele que aquele era o gabarito que ele tinha feito. Inutilmente, tenta abafar o caso, contudo já é tarde. Os alunos já haviam notado que o energúmeno havia dado uma nota 7,0 para o que deveria ser o padrã de respostas. Imbecilidade pouca, não?

Pois passei por isso (e passarei até o final deste mês). Como se espera, perdi valiosos pontos graças a genialidade desse iluminado ser que já me deu errado em uma questão indiscutivelmente correta de acordo com a teoria pregada por N. Gregory Mankiw e considerou correta a resposta equivocada de um ser mais velho de minha turma, do sexo masculino, já quase formado em uma certa ciência exata que tira o sono de muitas criancinhas na semana de provas e só por isso é considerado o “tal” em minha turma.

Bem, acho que insatisfação é pouco para descrever o que sinto por esse pobre ser… Odeio ser prejudicada quando estou certa, sobretudo prejudicada por um total bitolado como esse que me dá aula (infelizmente). E estou sendo delicada ao dizer apenas “bitolado”, pois é muito pior. Machista. Sei que ele me considera uma fútil consumista preocupada com as unhas, saltos, maquiagem, e cabelo e que (na opinião dele) a faculdade de Economia e Finanças não é o meu lugar… Tanto é assim que os exemplos dele sempre são sobre boates, cerveja, futebol, carros e conquistas. “Pouca massa encefálica”, diria uma de minhas amigas, com enorme propriedade ao empregar as palavras. E é sobre isso o que nos cobra em provas, por mais absurdo que pareça.

Pior que isso, descobri que ele está com medo da minha pessoa [risos]. Isso mesmo. E estou certa de que isso se deve às inúmeras vezes as quais discuti com ele clamando por aulas de melhor nível, na qual ele fizesse algo mais que ler slides feitos por outrem. Agora ele me trata por General. [risos]. Acho até um tanto quanto bem feito para um sujeitinho de nível tão baixo e que tanto subjuga a capacidade feminina. Deve ser duro ter de me encarar duas vezes por semana, tendo consciência de que eu, enquanto aluna (e mulher, assumidamente feminina) do 1• período da graduação sei mais sobre a matéria que ele, quem se diz Doutor em Economia. Poupe-me. Quem sabe não precisa ostentar o título que tem.

Por isso, tudo o que posso sentir por esse ser é desprezo… Desprezo a tão (infelizmente comum) bem ilustrada por ele Mediocridade Humana… Afinal, existe mediocridade maior que subestimar o sexo feminino e a feminilidade e, em simultâneo, não ser bom no próprio emprego e ainda se achar o máximo? Acho que não…

Trilha Sonora do Infeliz: Right Said Fred – “I’m Too Sexy” [risos]

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Sobre Thaís Gualberto

Economista & Escritora // Economist & Writer

Publicado em 6 de junho de 2010, em Comportamento. Adicione o link aos favoritos. 5 Comentários.

  1. eauhaeuhae
    prefiro nem comentar, senão vai sair palavrão aqui.
    Mas você sabe que odeio homens machistas e odeio mais ainda, qualquer tipo de pessoa que se ache o máximo, mas que não é po**a nenhuma. (eu avisei do palavrão.)
    Boa sorte com esse infeliz thatsk, você vai precisar.
    Desejo também paciência pra você, porque acho que se eu desejar força, não vai ser muito legal. ^^’

    • hahahahahahahahhaaha
      Tipo Thales… ¬¬’ Palavrão legitimado e perdoado!
      Muito obrigada, ainda bem que o período está terminando…
      Realmente, força não é uma boa… Até pq, já temos discutido demais…
      ahahahaha

  2. Duas palavras: Inergume Prepotente. Tudo que consigo sobre o ‘dito cujo’ descrito acima.

    Pior de tudo, acredite, que isso não é privilégio… Estou a dois passos de trancar a minha faculdade por motivos semelhantes. Tudo bem que o motivo ideal é que na verdade não estou fazendo o que quero fazer e isso está me tirando a paciência… Mas abafa²
    Te passo o mesmo conselho que o DCA de Humanas da Unirio passou… procure conhecer o professor, seus métodos de ensino, e tente se encaixar nele, se isso não der certo, procure a Reitoria ou o conselho de administração do curso escolhido, no seu caso o de administração, e deixe uma queixa formal registrada (em casos extremos, um pedido de procuração de embargo)

    Quanto a mediocridade humana, bem, pelo menos ele é um medíocre com diploma… Pior são os 82% de medíocres completos que são formados anualmente pelo nossos sistema educacional precário e sem previsão de reparos 🙂

    • Rennan, eu faço Economia, não ADM. Fora isso, excelente comentário. Na minha turma alguns alunos já procuram a coordenação, mas somente tomarão medidas de acordo com as notas e comentários da avaliação que fizemos esse feriado via intranet. hahahahahahha. Acho qu foi um pouco bondoso com seus 82%… ahahaha

      • Pessoalmente, eu acho que 98% da Pop. mundial sofre de uma tremenda inutilidade política social, mas como infelizmente os direitos humanos proíbe certas atitudes e… x.x’ (malvado mode)

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